Comunidades Históricas
O povoado surgiu por volta de 1609 e teve sua origem no arraial de Uruaçu, um sítio isolado e deserto, onde as pessoas da província se uniram em resistência aos flamengos (holandeses). Foi em Uruaçu que os moradores do engenho Potengi se reuniram para lutar contra os abusos da ocupação holandesa. Em virtude dessa resistência o arraial foi arrasado na manhã de 03 de outubro de 1645, no acontecimento histórico chamado “Massacre de Uruaçu”. O lugar do morticínio ficava a aproximadamente 1 km de distância do povoado e era denominado “Tinguijada”, área onde hoje abriga o Monumento dos Mártires de Uruaçu. Tempos depois do massacre foi originado no local o povoado atual.
Em 1643 já se registrava nos apontamentos históricos como Itinga que no dialeto tupi-guarani significa água branca. Utinga representa uma das povoações mais antigas de São Gonçalo do Amarante, servindo de rota para a exploração holandesa no início do século XVII. O povoado foi o grande empório comercial como também destacou-se no panorama político, cujo o primeiro presidente da província foi cidadão utinguense, chamado João Gomes Freire em 1872. Na localidade de Utinga e na sede de São Gonçalo registrou-se antes mesmo de 13 de maio de 1888, a abolição de escravos. De acordo com fatos históricos a estrada mais antiga do Rio Grande do Norte começava na Baía da Traição na Paraíba, seguindo aqui no Estado por Barra da Cunhaú, Goianinha, Guaraíras (atual São José de Mipibu), engenho Potengi, passando por Utinga até Natal.
Segundo depoimentos de alguns moradores antigos o povoado surgiu do interesse de duas herdeiras de uma importante família latifundiária que ali viviam. A formação de Santo Antônio dos Barreiros remonta ao final do século passado, por volta de 1885, na condição de vila. A denominação se atribuiu ao fato da localidade ter surgido nas proximidades de uma pequena vila conhecida por Barreiros. Quase um século depois passou a condição de distrito, em torno de 1970, com a denominação de Santo Antônio do Potengi. O distrito possui ainda dois importantes marcos da cultura canavieira no município de São Gonçalo do Amarante como o casarão da família Matoso, construído em 1925 e a chaminé do engenho São Francisco, que data de 1960. Depois da sele do município Santo Antônio do Potengi é o mais importante distrito, atualmente atingido por um processo de urbanização.
Surgiu na condição de vila em 1867 e teve como fundador João Félix de Lima, avô de José Félix de Lima, político importante da região na época. Passou a distrito na década de 70. Enquanto distrito não teve o mesmo crescimento de Santo Antônio do Potengi, mas se destacou no panorama político do município de São Gonçalo do Amarante com a existência de duas importantes famílias influentes na política.
Surgiu em 1875 e pertenceu ao município de São Gonçalo do Amarante até 1943. Foi neste povoado onde ocorreram sérios atritos como exemplo, a lei do sistema métrico decimal, chamado de briga do “quebra-quilo”. Atualmente conseguiu autonomia política, passando a chamar-se Ielmo Marinho.
Surgiu com o nome de Rodrigo Moleiro, denominação vinculada às atividades exercidas pelo proprietário de um moinho de cereais. Por volta de 1910, a intendência municipal determinou que o povoado passasse a se chamar Alberto Maranhão, o que não chegou a se consolidar. Um dos fatos marcantes ocorridos nesse povoado foi a morte do sanguinário Jacob Rabbi (defensor dos interesses holandeses). Outro fato marcante deste povoado é a participação da Sra. Maria do Carmo Brito na política do município. Foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Câmara dos vereadores.
É também um dos povoados mais antigos de São Gonçalo do Amarante. Devido a sua localização tão próxima ao estuário do rio Potengi, sempre manteve uma ligação profunda com atividade pesqueira. No início da ocupação e povoamento do município este povoado teve uma importância muito grande pelo fato de abrigar uma espécie de porto fluvial, na época era a única forma de acesso a Natal.